Saiu de casa. Eram 7h30m.
Não estava frio, mas a ausência de calor dentro de si, tornara aquele dia num dos mais frios de toda a sua vida...
Enquanto caminhava ao encontro da L., perguntava-se "porquê?", "como?".
Sempre acreditou (ou quis acreditar) que as coisas se iriam resolver: e resolveram, mas não da maneira que ele queria.
Muitas vezes lhe veio à memória uma frase que lera, e que dizia algo como: "As juras de amor só têm significado na altura em que são ditas", frase essa que na altura não fazia nenhum sentido.
Faltou às aulas: a vontade de aprender tinha desaparecido e a paciência acompanhou-a...
Tenta a todo o custo não pensar, imaginar (como dói imaginar...).
...
Quando olha à sua volta não vê braços abertos.
Quer desaparecer, ou simplesmente que a sua memória se transforme em fumo, que irá bem depressa desaparecer!