Porque só nos sonhos, meu amor, é que ainda me pertences.
Terça-feira, Maio 31, 2005
Apesar do calor que hoje se fez sentir, o dia está salvo!
Tive 18 a Matemática! Estou contente =D
Ah, e há pouco estive a comer um crepe com chocolate quente, chantilly e gelado! Nada melhor para matar um ataque de gula!
Domingo, Maio 29, 2005
Lembro-me.
Há cerca de um ano atrás, quando só faltavam duas semanas para o fim das aulas, reinava a alegria em mim e nas pessoas que me rodeavam.
Este ano é diferente: a duas semanas do fim das aulas, o mood geral é aquele com que passámos o resto do ano - nem sim, nem não (if you know what i mean) -, e a consciência de que o pior ainda está para vir, é cada vez maior!
Sábado, Maio 28, 2005
Sexta-feira, Maio 27, 2005
Maceração
Pisa os meus versos, Musa insatisfeita!
Nenhum deles te merece.
São frutos acres que não apetece
Comer.
Falta-lhes génio, o sol que amadurece
O que sabe nascer.
Cospe de tédio e nojo
Em cada imagem que te desfigura.
Nega esta rima impura
Que responde de ouvido.
Denuncia estas sílabas contadas,
Vestígios digitais do evadido
Que deixa atrás de si as impressões marcadas.
E corta-me de vez as axas que me deste.
Mandaste-me voar,
E eu tinha um corpo inteiro a recusar
Esse ímpeto celeste.
Nenhum deles te merece.
São frutos acres que não apetece
Comer.
Falta-lhes génio, o sol que amadurece
O que sabe nascer.
Cospe de tédio e nojo
Em cada imagem que te desfigura.
Nega esta rima impura
Que responde de ouvido.
Denuncia estas sílabas contadas,
Vestígios digitais do evadido
Que deixa atrás de si as impressões marcadas.
E corta-me de vez as axas que me deste.
Mandaste-me voar,
E eu tinha um corpo inteiro a recusar
Esse ímpeto celeste.
Miguel Torga, Penas do Purgatório (1954)
Quinta-feira, Maio 26, 2005
Sábado, Maio 21, 2005
Sexta-feira, Maio 20, 2005
«Coimbra, 16 de Junho de 1938 - De quantos ofícios há no mundo, o mais belo e o mais trágico é o de criar arte. É ele o único onde um dia não pode ser igual ao que se passou. O artista tem a condenação e o dom de nunca poder automatizar a mão, o gosto, os olhos, a enxada. Quando deixa de descobrir, de sofrer a dúvida, de caminhar na incerteza e no desespero - está perdido.»
Miguel Torga in Diário I (1941)
Quarta-feira, Maio 18, 2005
Terça-feira, Maio 17, 2005
Sábado, Maio 14, 2005
Terça-feira, Maio 10, 2005
Agora é a sério!
Não, não vou voltar à minha assiduidade bloguista (bloguística, blogueira, whatever)!
Agora a sério vai ser a escola!
Baixei as notas e não estou nada contente!
Vou começar a dar atenção e a dedicar-me àquilo que realmente é importante. Os exames estão à porta e a próxima ronda (como eu lhe chamo) de testes também!
Toca a estudar. E já!
Agora a sério vai ser a escola!
Baixei as notas e não estou nada contente!
Vou começar a dar atenção e a dedicar-me àquilo que realmente é importante. Os exames estão à porta e a próxima ronda (como eu lhe chamo) de testes também!
Toca a estudar. E já!
Desfecho
Não tenho mais palavras.
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte.)
Fosse qual fosse o chão caminhado
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado
E paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão.
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.
Não tenho mais palavras.
Gastei-as a negar-te...
(Só a negar-te eu pude combater
O terror de te ver
Em toda a parte.)
Fosse qual fosse o chão caminhado
Era certa a meu lado
A divina presença impertinente
Do teu vulto calado
E paciente...
E lutei, como luta um solitário
Quando alguém lhe perturba a solidão.
Fechado num ouriço de recusas,
Soltei a voz, arma que tu não usas,
Sempre silencioso na agressão.
Mas o tempo moeu na sua mó
O joio amargo do que te dizia...
Agora somos dois obstinados,
Mudos e malogrados,
Que apenas vão a par na teimosia.
Miguel Torga
Poema analisado hoje na aula de Português, e que ficou!
(Wonder why!)
Sábado, Maio 07, 2005
É óptimo quando estamos um pouco tristes e já mentalizados que vamos tomar um café sozinhos para ver passar o tempo e encontramos amigos que nos fazem companhia! :)

